Processo (parte I)

"One day you’ll look to see I’ve gone/ For tomorrow may rain so I’ll follow the sun."
I’ll Follow The Sun – The Beatles

Vamos falar do processo (parte I).
Em
março assisti a uma palestra da Experimento, no Tatuapé. Gostei, depois
teve um happy hour. A ex-Au Pair que levaram para conversar com a gente
era bem simpática. Óbvio que a agência escolheu uma menina que amou o
programa e a família. Também estavam umas 3 meninas que iam embarcar
logo para os EUA. Ansiosissímas, claro! Contaram como foi o processo
todo até fecharem com as famílias.

Em
maio assisti a uma palestra da Cultural Care (EF) no Hotel
Intercontinental, em uma das muitas alamedas da região da Av. Paulista.
Não teve happy hour. A ex-Au Pair que levaram não foi muito expressiva,
mas também a "platéia" não demonstrou muito interesse por ela.

A
Cultural Care sabe vender o peixe melhor que a Experimento. Deram até
uma camiseta cor-de-rosa horrosa (nada pessoal, só não gosto de rosa!)de brinde para quem assistiu à
palestra.

Mas
eles também torram a paciência enviando folheto pelo correio, mandando
email com promoções, mandando torpedos e ligando para saber por que
você ainda não se inscreveu com eles. Poupe-me.

Ambas
(e todas as outras que existem) prometem "o ano perfeito": seu ano de
Au Pair será o melhor da sua vida! Você será tratada como um membro da
família, você terá a oportunidade de conhecer outra cultura, fará
amigos e blá blá blá.


ouvi (e li) muitas ex-Au Pairs confirmando que realmente foi o melhor
ano da vida delas, mas não necessariamente perfeito. C’mon, estamos
lidando com pessoas, ninguém pode me garantir que serei tratada como "a
irmã mais velha". E se eu tenho problemas vivendo na minha casa com a
minha família no país que nasci e convivendo com meus amigos, como
esperar um mundo perfeito nos EUA?

Não,
não é pessimismo, é simplesmente realismo. Muitas garotas saem daqui e
vão para lá encantadas e quebram a cara, porque o "mundinho perfeito"
que esperavam não era tão perfeito assim.


quero mostrar que tenho a cabeça nas nuvens, mas os pés continuam no
chão. Não vou ficar 1 ano de
férias, vou trabalhar (quiçá, mais do que "trabalho" aqui… o que,
covenhamos, não é difícil); cuidar de criança é cansativo, eu sei;
dizem que as crianças americanas são muito mimadas. Enfim, (acho) que
sei dos "riscos" que estou correndo.

Deixando a "filosofia" de lado…
Em
julho peguei férias. E fui trabalhar numa creche, cumprir aquelas "200
horas de experiência com crianças". Ainda não estava muito certa se
iria ou não fazer intercâmbio, mas por via dúvidas…

As
crianças mais fofas do mundo estavam lá! Fiquei com vontade de levar
algumas para casa (ha³). Gostei muito de ser voluntária.

Em
agosto fui tirar passaporte. Não dormi na fila nem paguei 50 reais para
pegar um dos primeiros lugares. Apenas 3 horas de espera. O cara do
guichê era simpático e nem brigou comigo quando eu fiz pose para tirar
foto (?) nem se irritou porque o leitor não conseguia pegar minhas
digitais (acho que saí com defeito de fabricação e alguns dedos têm
digitais muito "fracas"). Ficou pronto em dois dias. Muito lindo (!).
Primeira vez que não odiei me ver numa foto 3X4.

Por enquanto é isso…

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Primeiro Post….

"I
don’t know why she’s ridin’ so high/ She oughtta think twice/ She
oughtta do right by me/ Before she gets to sayin’ goodbye/ She oughtta
think twice/ She oughtta do right by me."

Ticket to ride – The Beatles

Vou ser Au Pair.
De
onde surgiu essa idéia? Sinceramente, não me lembro como fiquei sabendo
do programa ou quando decidi por ele. É uma idéia antiga.

Provavelmente
estava pesquisando sobre intercâmbio, quando percebi que teria que
trabalhar muito para juntar dinheiro e passar alguns meses em algum
lugar do mundo. Aí conheci o Au Pair, a maneira mais "em conta" de se
fazer intercâmbio.

A
idéia inicial era ir para a Inglaterra, mas o Brasil não tem acordo com
o Reino Unido para este tipo de programa (através de agências). Ok,
Estados Unidos. Pelo menos dólar é mais barato que libra esterlina!

Pretendia
ir em 2009 (na verdade, queria viajar, mas não tinha coragem, então
estipulei um prazo bem longo); reviravoltas na vida (!) me fizeram
adiantar a data e estipulei que em janeiro de 2008 estaria embarcando;
porém, este tipo de programa precisa ser bem planejado e exige certos
requisitos que vão além de "ter grana". A data prevista agora é em
junho de 2008.

Estou
pesquisando seriamente desde março. O programa, agências, vantagens,
desvantagens, conversando com quem já foi, pesando tudo na balança.



Para quem não conhece o programa:

Intercâmbio + Estudo + Trabalho remunerado

Pré-requisitos
– Ter entre 18 e 26 anos
– Sexo Feminino
– Conhecimento intermediário de inglês
– Gostar de crianças
– Ter concluído o Ensino Médio
– Carteira de motorista

Benefícios
– Remuneração de US$157,95 por semana
– Bolsa de Estudos de até US$500
– Férias remuneradas de 2 semanas
– Um dia e meio de folga por semana,sendo um fim de semana livre por mês
– Acomodação em casa de família em quarto privativo,com todas as refeições inclusas
– Orientação de 4 dias na chegado aos Estados Unidos com acomodaçao e alimentacão incluidas
– Seguro Saúde com cobertura de US$100.000
– Colocação em casa de família selecionada
– Opção de viajar aos Estados Unidos por até 30 dias ao término do programa


Em outras palavras, vou ser babá.

O blog está criado.
Para família, amigos, colegas e conhecidos que querem saber o que ando fazendo ‘por aí’…

Ah, atuais e futuras Au Pairs também são bem-vindas!